16 a 20 de julho, das 19h às 22h
Rua Japurá, 43 – Sobreloja

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por telefone: (11) 3104-1023 ou e-mail: sindilex@sindilex.org.br

O curso oferece certificado de participação

Intervalo com intervenções artísticas

Programação:

16 de julho
19h – Abertura com os organizadores

19h30 – Pedagogia, eugenia e genocídio – Apresentar as ações afirmativas e ação pedagógica na educação: a aplicação da lei 10.639/03 em sala de aula, com ênfase no movimento Hip Hop.

Djalma Lopes Góes (Nando Comunista)
Rapper, sociólogo e professor. Mestre em Educação, Graduado em Ciências Sociais, militante do Coletivo de Esquerda Força Ativa e do Fórum Hip Hop Municipal-SP. Dissertação (Mestrado) – Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais (PROGEPE), Universidade Nove de Julho.

17 de julho – 19h
Território usado e existência: Fundamentos e abrigo da eugenia e do genocídio. Limites e perspectivas da democracia racial brasileira.
Pela teoria geográfica e pelos exemplos de suas pesquisas sobre São Paulo, fundamentará a história da seletividade espacial. Mostrará, para tanto, os equivocados métodos de estudo e gestão da cidade. A geógrafa apontará a necessidade da esquerda brasileira usar o método dialético para exibir seus conhecimentos e indignação. E discutirá as metáforas para estudar a maior parte da população.

Maria Adélia Aparecida de Souza
Professora titular de Geografia Humana USP. Planejadora Urbana e Regional. Elaborou as primeiras políticas urbanas do Brasil. Elaborou propostas a candidatos a Prefeito da Cidade de São Paulo e a Governadores do Estado de São Paulo. Foi Pro-Reitora de Graduação da UNILA.
18 de julho – 19h
História da eugenia no Brasil
O objetivo do historiador é apresentar as determinações que possibilitaram a consolidação do movimento eugenista no Brasil. No contexto da abolição da escravatura e da primeira república alguns conceitos, normas e psicoesferas serão sistematizadas como a de raça e a da formação de “um povo” brasileiro, para tanto a educação e as políticas sanitaristas serão alvos de discussão e preocupação entre os integrantes do movimento eugenista brasileiro.

Weber Lopes Góes
Doutorando em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC e professor do colegiado do Curso de Serviço Social da faculdade de Mauá

19 de julho – 19h
Racismo nas instituições do estado brasileiro. De que lado a lei está?
Professor Camilo Onoda Caldas
Advogado, professor universitário, mestre em Direito Político e Econômico (Universidade Mackenzie), Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito (USP), bacharel em Filosofia (USP), especialista em Direito do Trabalho. Integra a Diretoria Executiva do Instituto Luiz Gama.

20 de julho – 19h
A dívida pública e as políticas sociais
Como o sistema da dívida pública retira recursos que poderiam ser destinados à educação, cultura, assistência social e às políticas de combate ao racismo e a todas formas de opressão de etnias, promovendo um abismo cada vez maior entre as classes sociais.

Carmem Bressane
Advogada formada pela USP, especialização em direito tributário; Auditora Fiscal aposentada da Receita Federal; ex-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais Federais em SP.

 

 

Desde 2012 o Fórum de Hip Hop de São Paulo e diversas outras organizações criaram o comitê contra o genocídio da juventude negra e denunciou o racismo institucional. Tal ação reverberou na academia, nas diversas mídias e transcendeu a cidade de São Paulo. Com essa experiência, o presente curso pretende discutir, com a contribuição de vários intelectuais, quais as repercussões da eugenia e do genocídio na atual formação do Estado brasileiro.

Para tanto, mostraremos outras perspectivas das práticas eugenistas e das práticas de extermínio que perpassam pelos usos do território, pelo uso do dinheiro público, pelo processo de normatização da produção e uso das leis e por uma falsa democracia racial como base e subordinada a uma democracia de mercado.

Pensadores das áreas da história, da geografia, do direito, auditores da dívida pública, da educação/sociologia vão formar e congregar diferentes perspectivas da atual história da eugenia e genocídio da população negra, a fim de questionar o falacioso discurso de democracia racial brasileira.

Esse curso é o primeiro projeto de formação popular que o Instituto Hip Hop realizará na capital paulista. Para o futuro, o projeto prevê promover outros cursos sobre variados temas cujo intuito é compreender e agir sobre a realidade brasileira e seus múltiplos territórios.

 

Realização: Fórum de Hip Hop Municipal SP
Apoio: Sindilex – Sindicato dos Servidores da Câmara Municipal e do Tribunal de Contas do Município de São Paulo

 

Este projeto foi contemplado pela 1ª edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo.

 

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